APAN
A APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro) é uma organização brasileira, sem fins lucrativos e apartidária, fundada em 2016.
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Associades nas 5 regiões do Brasil
A APAN é uma organização não governamental, sem fins lucrativos e apartidária, dedicada à articulação, mobilização, incidência política e representação em todas as cinco regiões do país.
Nascendo em 2 de dezembro de 2016, a associação é o resultado de uma colaboração histórica entre cineastas e profissionais do setor audiovisual brasileiro, comprometida com o fortalecimento de políticas públicas e o estímulo a iniciativas positivas de mercado que promovam e ampliem o audiovisual negro no Brasil.
Os eixos centrais da APAN são a articulação setorial e o desenvolvimento profissional e de lideranças, com atenção especial às questões raciais, de gênero e territoriais relacionadas ao cenário audiovisual brasileiro.
A missão da APAN é consolidar a presença de pessoas negras em múltiplas áreas do audiovisual, promovendo narrativas, transformando percepções sociais sobre a negritude, combatendo o racismo estrutural e evidenciando oportunidades de construção coletiva entre pessoas negras nas políticas públicas, no mercado de trabalho e no empreendedorismo.
Ações Afirmativas
Um dos principais trabalhos de incidência da organização está pautado da defesa e fortalecimento Defende das Ações Afirmativas. A APAN entende isso como princípio central e estratégia política essencial para garantir a inclusão e a permanência de profissionais e narrativas negras no setor audiovisual, além de avançar no combate ao racismo.
Historicamente, um quilombo era uma comunidade de refúgio formada por pessoas negras que fugiam da escravidão durante o período colonial brasileiro. Entre os séculos XVI e XIX, existiram milhares de quilombos no Brasil, sendo o mais famoso — Palmares — quase considerado um estado devido ao seu tamanho. Como Palmares resistiu à violência colonial por mais de um século, adquiriu um status mítico. Embora ainda existam comunidades relacionadas aos quilombos originais, também usamos as palavras quilombo e aquilombamento de forma simbólica, para nomear grupos de pessoas negras que se unem para resistir ao racismo e à neocolonialidade.

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Nossa memória, nossas conquistas: honrando os caminhos trilhados pelos que vieram antes de nós.
2015 – Fundação da organização
2016 – APAN como entidade formal
Em 2015, 20 cineastas negres de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador entenderam a urgência e a potência de fundar uma organização para representar os interesses de profissionais negres no setor audiovisual brasileiro. O objetivo: resistir a um processo de negação de nossas existências, corpos, vozes e obras nos espaços de poder e de tomada de decisão e trabalhar pelo desenvolvimento das políticas públicas para o setor.
Para seguir numa construção histórica na qual nós negros somos essenciais para existência da nação brasileira e sua produção audiovisual, compreendemos a importância de uma articulação política atenta a um debate racial, como fizeram também Zózimo Bulbul e Joel Zito Araújo.
Zózimo Bulbul – que encontrou no Cinema Novo a possibilidade de narrar o mundo a partir de si, ressignificando a imagem dos corpos negros por ele próprio – com sua obra-prima, o filme. “Alma no Olho” (1973) e no fim da década de 90, Joel Zito Araújo, cineasta negro e Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP com sua tese “A Negação do Brasil” – que analisa as estereotipias de representação ao negro (obra que também virou documentário)
2019 – Primeiro eleição para descentralização
O compromisso com a construção de um audiovisual brasileiro, pautado no debate racial, de gênero e territorialidade, bases para uma real democratização e a descentralização do setor, tomam corpo em nossas ações em 2019 na primeira eleição que forma cm o conselho fiscal e deliberativo, com uma representação e de cada região do Brasil. O objetivo do conselho: criar um discurso consistente de diversidade, sem silenciar ou oprimir as pessoas negras associadas, com um olhar atento às desigualdades e desníveis de acesso presentes nossa realidade.
2020 – APAN Formações, RAIO, TodesPlay
2020 – FIANB
2021 – FAPAN
2022 – Encontro Nacional APAN
2023 – 4ª edição do FIANB
2023 – Lab Negras Narrativas Amazônicas
2023 – 5º Laboratório Negras Narrativas
2024 – 5ª Edição FIANB
A APAN é construída por quem faz o audiovisual negro acontecer todos os dias. São quase 1.200 profissionais associados que fortalecem a entidade e ajudam a construir estratégias para ampliar a presença negra no setor.
Essa força coletiva se organiza de diferentes formas. Além das assembleias bimestrais, os associados participam de 13 Grupos de Trabalho (GTs), espaços onde são debatidas propostas, desafios e caminhos para o audiovisual negro brasileiro. É nesses grupos que muitas das ações da APAN ganham forma, sempre a partir da troca, da escuta e da construção coletiva.
Ao longo de sua trajetória, a associação tem acompanhado as transformações do mercado audiovisual e os desafios políticos e sociais do país. Sua atuação reúne lutas históricas por representação, acesso e permanência, mas também responde às demandas urgentes de cada momento.
Entre avanços e retrocessos, a APAN segue se reinventando sem perder de vista sua missão. Cada ação, articulação e conquista tem o mesmo objetivo: fortalecer profissionais negros e garantir que nossas narrativas ocupem todos os espaços do audiovisual brasileiro.
Porque a força da APAN está justamente nisso: no aquilombamento, na organização coletiva e na certeza de que ninguém avança sozinho.
2025 – Mirada Mundi_SP
A internacionalização é uma construção que a APAN vem fortalecendo há anos. Por meio de missões, festivais, laboratórios, intercâmbios e parcerias com países da África e da América Latina, a associação tem ampliado as possibilidades de circulação para profissionais, obras e narrativas negras brasileiras.
Ao longo dessa trajetória, foram criadas conexões com instituições, festivais e profissionais de países como Burkina Faso, Angola, África do Sul, Quênia, Colômbia e Nigéria, fortalecendo redes de colaboração e novas oportunidades para o audiovisual negro.
Em 2025, esse trabalho ganhou um novo impulso com o lançamento do MiradaMundi_SP, programa da Spcine realizado pela APAN para promover a formação e a internacionalização de estudantes e profissionais do audiovisual da cidade de São Paulo. A iniciativa foi criada para ampliar horizontes, fortalecer trajetórias e garantir que mais pessoas tenham acesso a experiências formativas em diferentes países. Ao todo, o programa prevê a participação de 192 pessoas até 2026.
Mais do que viabilizar viagens, o MiradaMundi_SP fortalece a presença brasileira em festivais, escolas, laboratórios e centros de formação internacionais. Até agora, cerca de 145 profissionais já foram selecionados para participar de experiências que ampliam repertórios, criam conexões e abrem novas possibilidades de atuação no mercado audiovisual global.
O programa é resultado de um caminho construído coletivamente ao longo dos anos. Um caminho que reafirma o compromisso da APAN com a formação, a circulação de conhecimento e a criação de oportunidades para que profissionais negros ocupem cada vez mais espaços no cenário audiovisual internacional.
Acompanhe conosco os nossos números
A APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro) é uma organização brasileira, sem fins lucrativos e apartidária, fundada em 2016.
Associades nas 5 regiões do Brasil
plataforma de streaming que se destaca por seu foco em produções audiovisuais com foco em diversidade e representatividade, com produções de pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+.
Usuários cadastrados
Títulos Licenciados
O Lab Negras Narrativas é um laboratório de desenvolvimento de projetos audiovisuais, oferecendo consultoria em roteiro, direção e produção para fortalecer narrativas afrocentradas.
Projetos inscritos nas chamadas de 2022 a 2024
Projetos selecionados de 2020 a 2023, entre curtas, longas e narrativas seriadas
O APAN Formações é uma plataforma educativa voltada à oferta de cursos e formações com perspectiva negra, voltados ao fortalecimento de narrativas e práticas audiovisuais antirracistas no Brasil
Ações afirmativas
participantes certificados em 2022 e 2023
O FAPAN (Fundo de Amparo a Profissionais do Audiovisual Negro) é um fundo emergencial durante a pandemia da COVID‑19 para oferecer apoio financeiro a profissionais negros, LGBTQIA+, mulheres chefes de família e pessoas com deficiência no setor audiovisual
Famílias apoiadas e 2020
Famílias apoiadas em 2021 em parceria com a Netflix
Programa da Spcine realizado pela APAN para promover a formação e a internacionalização de estudantes e profissionais do audiovisual da cidade de São Paulo. A iniciativa foi criada para ampliar horizontes, fortalecer trajetórias e garantir que mais pessoas tenham acesso a experiências formativas em diferentes países. Ao todo, o programa prevê a participação de 192 pessoas até 2026.
profissionais já selecionados
países visitados, sendo eles das Américas, Europa e África.